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SEMINÁRIO DE TROPICOLOGIA O Seminário de Tropicologia foi criado pelo autor de Casa-Grande & Senzala. Madrugou a partir de uma conferência por ele pronunciada em 1965 no simpósio sobre a problemática universitária, realizado na então Universidade do Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco. Na ocasião propunha Gilberto Freyre, com base na sua experiência na Universidade de Colúmbia, à incorporação de um novo tipo de seminário, criado pelo Professor Frank Tannenbaum, às atividades acadêmicas daquela Universidade. A característica essencial desse tipo de Seminário é a abertura ao confronto de experiências intelectuais e profissionais heterogêneas, como tentativa de superação dos especialismos próprios da nossa época. Na mesma ocasião da conferência de Gilberto Freyre no simpósio, foi decidida a adoção da sistemática daquele tipo de seminário pela Universidade, ficando, com justiça, a sua direção e orientação, assim como a escolha do tema geral do primeiro seminário, a cargo do autor da conferência. Assim, em consonância com o seu modo pioneiro de encarar o homem situado nos Trópicos, em particular no Trópico brasileiro, escolheu Gilberto Freyre, como tema de estudo, a Tropicologia. Instalado na Universidade do Recife em 1966, o Seminário ali funcionou durante quatorze anos. Em 1980 transferiu-se para a Fundação Joaquim Nabuco. Em 1987, com a criação da Fundação Gilberto Freyre, os trabalhos passaram a ser realizados conjuntamente e abrigados no Instituto de Tropicologia. Em 2003 foi totalmente assumido pela Fundação Gilberto Freyre. Nesses quase quarenta anos tornou-se internacionalmente conhecido, mantendo o seu objetivo de contribuir para uma maior compreensão do homem brasileiro situado nos Trópicos, que continuam a ser um desafio permanente ao poder do homem de se adaptar e criar formas de vida e forças culturais sem afrontar a ecologia. São inovações, essas, através das quais se procura efetivar uma maior integração com todas as áreas tropicais. Que constituem, digamos assim, outros tantos pioneirismos possibilitados pelo pioneirismo maior representado pelo Seminário de Tropicologia. Porque entendemos que o conjunto dessas atividades continua a ser, mesmo decorridos quase quarenta anos, a mais vasta e permanente tentativa de compreensão e estudo do homem situado em áreas tropicais. É como uma espécie de Universidade Aberta, onde saberes os mais distintos, representados por gerações diversas e de diferentes ramos de ciência e artes, técnicas e práticas de atividades, reúnem-se mensalmente para abordagem, sob diferentes ângulos, do tema Trópico. Para tanto foi desenvolvida, em 2001, a Biblioteca Virtual de Tropicologia visando facilitar o trabalho dos pesquisadores. |
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