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Encontro nordestino de contadores de histórias, de 5 a 7 de dezembro de 2003, Recife Betânia Santana Contadores de histórias e pessoas interessadas em narrá-las e ouvi-las terão a oportunidade de inaugurar um intercâmbio histórico-cultural, onde os contos e cantos contarão a história de personagens reais nordestinos, personagens de uma terra fertilmente criativa, onde o sol não "castiga", mas brilha "alumiando" a sua beleza e riqueza. É que nos dias 5, 6 e 7 de dezembro acontecerá, no Espaço Cultural Gilberto Freyre, em Apipucos, no Recife-PE, o I Encontro Nordestino de Contadores de Histórias, um Encontro fruto da parceria do Grupo ZUMBAIAR de Contadores de Histórias e Fundação Gilberto Freyre, que conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco e da Associação Viva e Deixe Viver - SP. "Será um encontro concebido dentro de uma intenção de aprofundamento, troca e crescimento, de um despertar para a importância e o espaço das histórias, de um mapeamento dos Contadores do Nordeste que desejarem conosco, puxar este fio e compartilhar da tecelagem dessa nova história", conta Kika Freyre, integrante do Grupo Zumbaiar de Contadores de Histórias e uma das organizadoras do evento "O homem e o conto: onde se dá este encontro?". Segundo ela, sabe-se que a região Nordeste tem uma forte tradição oral, que várias comunidades mantêm o hábito de reunir-se na calçada para contar as histórias de trancoso e criar seus próprios relatos. "Mas ninguém sabe onde estão essas pessoas, o que contam, ou se têm hora e dia marcados para que esse encontro aconteça. Por isso, decidimos procurá-las", justifica. O evento, que acontece durante três dias será aberto pelo escritor Ariano Suassuna. Ariano estará Palavreando sobre o tema do Encontro contando causos, a partir das 19h do dia 5 de dezembro. No sábado, o dia ganhou o nome de "Aboiando Contadores". Será o momento que representantes dos vários municípios pernambucanos e demais Estados nordestinos terão para trocar e repassar suas idéias e experiências de contação de histórias. O aboiar é um recurso usado pelo sertanejo para, através de um berrante, unir toda a boiada. "Aqui, o aboiar tem o sentido de abraçar em melodia raízes da contação, para que ecoe a magia desse contar, que é tão singular desse caloroso Nordeste", conta Ana Carol Lemos, também integrante do Grupo Zumbaiar de Contadores de Histórias e organizadora do Encontro. O último dia do encontro, no domingo, dia 07 de dezembro, é o momento de "Peneirar as Histórias". Os participantes terão a oportunidade de revelar o que estão contando em seus grupos, nos municípios e nos Estados da região. "A idéia é não deixar romper este fio, pelo contrário: fazer dele o início da tecitura de uma imensa rede, como uma grande tarrafa que pesca cardumes de histórias nos rios humanos que se alimentam do imaginário popular para manter-se perenes", completa Kika. FONTE: Jornal da Folkcomunicação, 04/Dez/2003. |
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